Viver na Itália

• Algumas Fotos da Itália, lindo país para se viver ou passear:

Cinque Terre

Florença

Veneza

Verona

Sirmione – Lago di Garda

Roma

Trento

Pisa

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• Qualidade de Vida na Itália:

A Itália é um país de primeiro mundo e isto significa que as necessidades primárias de um cidadão são adequadas para uma vida normal. A soma destes fatores dá ao cidadão uma qualidade de vida formidável. O salário pode parecer algo primordial, mas a qualidade de vida abrange tantas outras pequenas coisas que só vivendo em um país de primeiro mundo para saber.

Segundo as constituições italiana e brasileira, saúde é um direito do cidadão e dever do Estado. Na Itália a assistência médica pública é gratuita e de boa qualidade. No Brasil, além de pagarmos horrores com impostos, gastamos milhares de reais com planos de saúde todos os anos. Os que optam pela assistência pública são jogados à margem da sociedade (faltam hospitais, postos de saúde, médicos, enfermeiros, insumos, equipamentos e tecnologia).

Estudo
O maternal, jardim, primeiro grau, segundo grau e estudo universitário são públicos, gratuitos e de boa qualidade na Itália. O vestibular é aplicado apenas para alguns cursos mais concorridos. Enquanto que o brasileiro nunca tem a segurança de conseguir vaga para seu filho para aquele ano letivo que se inicia e quando consegue, sabe que a escola ou universidade está sucateada e que o quadro de professores é mal remunerado e portanto pouco qualificado.

Segurança
Segundo as constituições italiana e brasileira, a segurança é um direito de todo e qualquer cidadão, sem distinção de sexo, raça, crença ou salário. O norte da Itália, além de rico, é uma região muito segura. É comparada com as regiões mais ricas do mundo. Além da presença constante da polícia, a conciência de cada cidadão faz da Itália uma nação muito segura.

Salário
O salário mínimo italiano é cerca de 1000 euros. Com esta quantia um cidadão que não é casado e não tem filhos pode manter um carro simples, pagar o aluguel em imóvel descente, ter celular, sair à noite, viajar, ir a restaurantes, ou seja, ter uma vida normal e digna. Como já foi comentado, ele não terá gastos adicionais com saúde e ensino, portanto o salário acaba sobrando inteiro para a vida do dia a dia. São poucos italianos que ganham salário mínimo e isto ocorre normalmente no início da carreira e com os menos qualificados.
No Brasil, apesar da melhora da remuneração ocorrida nos últimos anos com valorização do salário mínimo, ainda estamos muito distante do ideal e seriam necessárias ainda décadas para atingirmos o padrão salarial europeu. A classe média não sentiu no bolso o ganho do poder aquisitivo que houve nas classes baixas, mas continua a pagar uma das mais altas taxas de impostos do mundo e não vê o retorno do dinheiro investido no governo.

Trabalho
O desemprego no Brasil vem caindo ano a ano, é, no entanto, ainda alto. O problema que permanece é a qualidade do emprego e a falta de garantia de manter-se empregado. Observa-se pessoas com alta qualificação, com nível de estudo superior, subempregadas e executando função não compatível com o investido em educação. Há o temor constante de perder o emprego e é disseminado o trabalho informal (sem registro) que não dá garantias ao emprego. Na Itália o desemprego é cerca de 5%, enquanto que em Bolonha é cerca de 3%, taxa baixíssima. O trabalhor italiano tem e exerce todos os direitos trabalhistas (13°, 14°, férias, licenças, garantias).

Estabilidade econômica
A moeda italiana, o euro, é a mesma da Espanha, França, Portugal, Alemanha e os demais países da Comunidade Européia. Este bloco econômico é uma potência que segue padrões econômicos internacionais e isto torna a região muito estável economicamente. Na última crise ocorrida no setor financeiro mundial, foi observado uma ajuda mútua dos países europeus o que evitou o pior nestes países. A Itália, fazendo parte deste bloco, está praticamente imune de uma catástrofe econômica, o que já foi visto dezenas vezes no Brasil. A economia italina é madura, o que permite taxas de juros anuais baixíssimas. O cidadão se beneficia com prestação de automóvel ou imóvel justa. Comprar a casa própria na Itália e fácil pois a parcela do financiamento é sempre mais baixa que o aluguel. Iniciar uma atividade comercial na Itália é muito mais seguro devido a esta estabilidade econômica. No Brasil as crises econômicas/políticas são frequentes e já faz parte do quotidiano. As oscilações do valor do real em relação as outras moedas internacionais deixa o consumidor sempre em estado de alerta e faz com que o comerciante não possa programar suas atividades de forma constante.

Igualdade social
Um pedreiro na Itália ganha pelo menos 1100-1200 euros/mes. Um médico, advogado, arquiteto, engenheiro ganha entre 2000-5000 euros/mes. Além disso, o que torna os cidadãos ainda mais iguais socialmente é que o ensino e a saúde são gratuitos e de qualidade. Há, portanto, chances reais de ascenção social se o indivíduo optar por cursar faculdade. Há bolsa de estudo prevista pelo governo federal em número suficiente para abranger todos aqueles estudantes carentes. Este indivíduo poderá estudar em universidade sem gasto algum e ainda por cima recebendo bolsa de estudo que evitaria evasão das aulas. Na Itália, permanece com baixa qualificação apenas os indivíduos que optam por isto.

A Segurança na Itália
Os cidadãos italianos podem realmente “ir e vir”. Em qualquer hora do dia ou da noite observa-se em todas as cidades italianas pessoas que pesseiam nas praças, parques e ruas. Infelizmente, no Brasil as praças públicas são pontos inacessíveis à noite. Caminhar tranquilamente em uma rua do centro de uma cidade brasileira é coisa do passado.

Muitos italianos preferem sair à noite ou de madrugada a pé, caminhando pelas ruas e praças ao invés de usar o carro. Os monumentos são preservados e a segurança é muito grande. É raro que roubem um carro na Itália, e dessa forma, são poucos os italianos que pagam seguro contra roubo.

Assalto à mão armada, assalto no semáforo, estupro, assassinato, chacinas são coisas consideradas na Itália de “terceiro mundo” pois é algo que praticamente não existe neste país. Um pouco de criminalidade existe na Itália, e se limita a pequenos furtos (em ônibus, por exemplo) na maioria das vezes cometidos por extra-comunitários vindos da África, dos países árabes ou do leste europeu.

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• Trabalho na Itália:

Oferta
De modo geral quem procura emprego no norte da Itália acha. A economia industrial, comercial ou de serviços é muito forte nesta região do país, o que gera uma demanda de mão de obra muito grande. A união da Europa colaborou com este fenômeno pois intensificou a relação do comércio de importação/exportação entre mais de 15 países muito ricos. A Itália precisa de mão de obra de todo tipo, especializada e não especializada. Se o indivíduo sabe executar uma função semi-especializada como soldador, eletricista, mecânico, marcineiro, entre outras, consegue trabalho imediatamente ou quase. Se o indivíduo não tem experiência alguma pode começar a trabalhar em uma fábrica, canteiro de obras, lanchonete fast-food ou como motoboy. O emprego subordinado que exige título universitário pode ser mais demorado para encontrar porém o retorno financeiro será maior.

Trabalhador
O trabalhador tem força na Itália pois a oferta de empregos é grande, principalmente nos níveis menos especializados, e por isso o trabalhador não tem aquele medo intenso de perder o emprego, que faz o trabalhador no Brasil se sujeitar a situações muito desagráveis. O empregado italiano enfrenta o patrão e impõe respeito. Quantas e quantas vezes não presenciei trabalhadores que se recusavam a fazer algum trabalho por ser “muito pesado” e contra a legislação trabalhista.

Trabalho informal
O trabalho informal na Itália não é disseminado como no Brasil. É claro que existe, mas apenas entre círculos fechados: em discotecas, pequenas lojas, bares, pequenas empresas. Na maioria dos empregos, o trabalho será sempre formal, isto é, com todas as garantias sociais previstas.

Direitos trabalhistas
As garantias sociais do trabalho existem e funcionam bem. Na Itália os governantes tradicionalmente têm uma visão socializada da política, e dessa maneira o trabalhador adquiriu muitos direitos. Existe além do 13°, o 14° salário, que é pago em julho. Alguns outros direitos dos trabalhadores são: garantia contra doenças e acidentes de trabalho, férias longas e remuneradas, licença maternidade (que pode ser de até 9 meses) e outras licenças garantidas por lei (greve, problemas pessoais, etc).

Salário
O salário mínimo italiano é cerca 1000 euros. Com esta quantia um cidadão que não é casado e não tem filhos pode manter um carro, pagar um aluguel, ter celular, sair à noite, viajar, ir a restaurantes, ou seja, ter uma vida normal e digna. São poucos italianos que ganham salário mínimo e isto ocorre normalmente no início da carreira e com os menos qualificados.

Nenhuma Qualificação (lixeiro, auxiliar de cozinha, auxiliar de pedreiro, doméstica)
– 1000 euros mensais + 13º e às vezes 14º. É o salário mínimo italiano.

Qualificação mediana (porteiro, motorista de ônibus, digitador, cobrador de trem)
– 1200 euros mensais + 13º e às vezes 14º.

Qualificação técnica (técnico em informática, manutenção, mecânico, eletricista)
– 1400 mensais + 13º e às vezes 14º.

Qualificação – Ensino Superior
Varia de acordo com o cargo (responsabilidade, hierarquia)
– Médico/Advogado/Engenheiro: 2000-5000 euros mensais.
– Outros: 1500-5000 euros mensais.

Encanador/Eletricista/Marcineiro
– 25 euros por hora + custo da visita (mínimo 20 euros)

Médico
– 80-150 euros a consulta

Outros (advogado, engenheiro, dentista, fisioterapeuta)
– a partir de 20 euros/hora

TRABALHO PARA O DUPLO CIDADÃO
O imigrante brasileiro com cidadania italiana entra no mercado de trabalho italiano como qualquer cidadão nascido na Itália. A lei não permite distinção. Se o imigrante fala italiano razoavelmente bem (o que se consegue em menos de 6 meses), para um trabalho simples não existe nenhuma diferença entre o “nativo” e o “descendente”. Pode acontecer de os empregadores preferirem estrangeiros (com cidadania italiana) porque são geralmente pessoas trabalhadoras, que têm que se manter com o dinheiro do trabalho, e dessa forma, são pessoas responsáveis, sérias e mais esforçadas. Outro fator é que eles sabem que aqueles que vêm de países em desenvolvimento estão acostumados a trabalhar “bastante”, e não ligam de fazer hora extra ou trabalhar domingos ou feriados em troca de um incremento no salário. Em determinadas áreas, onde se precisa de conhecimentos específicos, pode não ser uma vantagem ser estrangeiro, mas em outras (por exemplo trabalho com turismo, tradução, música, multinacionais), o fato de ser ítalo-brasileiro é uma vantagem franca.

Discriminação
Fatos isolados. Toda a regra tem sua exceção até porque pessoas racistas vão existir em todos os países, inclusive no Brasil. O que se observa normalmente é que as pessoas são muito interessadas em conhecer brasileiros, em conhecer o Brasil e querem saber sobre a música, o futebol e outras coisas. Se você faz parte de uma minoria populacional certamente já passou por situações de discriminação no Brasil. Na Itália, em um ambiente de trabalho de pouca especialização normalmente o estrangeiro é muito presente, pois o italiano nativo muitas vezes parece um pouco “preguiçoso” para o trabalho mais pesado. Existem muitos africanos e sulamericanos que imigram e trabalham na Itália, e na verdade em muitos estabelecimentos eles chegam a ser a maioria. Dessa forma, os empregadores estão muito acostumados, respeitam e entendem o imigrante.

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• Curiosidades sobre a Itália:

– É proibido trânsito de automóveis nos centros históricos de várias cidades. Transitando-se somente a pé, de bicicleta ou de motocicletas.

– Em alguns supermercados o consumidor recebe uma máquina de leitura de código de barras portátil, que é utilizada cada vez que o cliente põe um produto no carrinho de compras. Esta máquina faz automaticamente a soma da compra, e ao final, o caixa não confere produto por produto, apenas cobra aquilo que a máquina está mostrando no visor. É o voto de confiança no cidadão.

– Os ônibus coletivos municipais e os trens interestaduais não têm cobradores, o passageiro precisa comprar as passagens em banquinhas antes de subir no ônibus, a qual é conferida apenas raramente.

– A nota de euro mais baixa é de 5, portanto, para a grande maioria das pequenas compras do quotidiano utilizam-se moedas.

– As universidades públicas italianas têm vagas garantidas por quotas para estrangeiros não pertencentes à comunidade européia.

– Os pedágios são cobrados apenas em estradas expressas e existem sempre estradas públicas alternativas para o mesmo destino.

– Prédios não tem porteiros, e a grande maioria não tem garagem. Os carros são deixados nas ruas.

– As ruas são lavadas periodicamente com carros-pipa municipais, e os carros que permanecerem estacionados durante tal limpeza serão rebocados.

– Bicicleta é meio comum de transporte.

– É possível pegar ônibus noturno, no qual se dorme em Bolonha, e ao acordar se está em Paris.

– Em um ponto na fronteira da França com a Itália, há túnel tão extenso que o motorista permanece aproximadamente trinta minutos dentro da montanha.

– Existem shoppings de componentes eletrônicos nos quais os italianos enchem os carrinhos de máquinas fotográficas digitais, DVD´s, Ipods, Iphones, playstation, notebooks, etc, a preços tentadores.

– Italianos de modo geral não falam inglês, mas falam francês ou espanhol.

– Não se utiliza o sobrenome do meio na Itália. – Jovens da classe média tem costume de beber cerveja em praça pública e de tomar banho de sol nos parques, durante o verão.

– O Brasil é o país dos sonhos de uma grande parcela da população italiana.

– Italianos dizem “tchau” ao encontrar alguém.

– Existem mais de 100 dialetos que funcionam como outras línguas nas respectivas regiões.

– O sul é pobre e o nordeste é rico.

– Italianos comem pizza “dobrada” como sanduíche pelas ruas.

 

*Informações extraídas do site www.minhaitalia.com.br

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